Em 200 anos de história política, apenas seis mulheres foram
eleitas deputadas federais pelo Piauí. Atualmente, o estado não possui nenhuma
representante feminina na Câmara dos Deputados, ocasionado pela saída de Rejane
Dias (PT), que foi a quarta mais votada em 2022, tendo deixado o mandato para
assumir o cargo de conselheira no Tribunal de Contas do Estado do Piauí
(TCE-PI).
A primeira deputada federal eleita pelo estado foi Myriam
Portela, que atuou na Câmara entre 1987 e 1991. Esposa do ex-governador Lucídio
Portela, ela também foi primeira-dama do Piauí entre 1979 e 1983. Além dela,
foram eleitas as deputadas Iracema Portella (PP), Margarete Coelho (PP), Marina
Santos (Republicanos), Rejane Dias (PT) e Francisca Trindade (PT).
O cenário também se repete na Assembleia Legislativa do
Piauí (Alepi). Em dois séculos, apenas 17 mulheres foram eleitas deputadas
estaduais. Considerando também as que assumiram mandatos na condição de suplentes,
o número chega a 25 parlamentares.
Maioria do eleitorado
As mulheres representam a maioria do eleitorado do Piauí,
mas continuam ocupando pouco mais de um terço das candidaturas registradas para
as eleições de 2026. Dos 394 pedidos de registro apresentados à Justiça Eleitoral
no estado, 133 são de mulheres, o equivalente a 33,76%, enquanto 261 são de
homens, ou 66,24%.
A diferença contrasta com a composição do eleitorado. O
Piauí possui 1.401.097 eleitoras, que correspondem a 51,72% das pessoas aptas a
votar. Os homens são 1.307.658, ou 48,27%. Assim, embora sejam maioria entre
quem decide a eleição nas urnas, as mulheres representam cerca de uma em cada
três candidaturas.